O governo é o empresário mais bem sucedido que existe, pois é o sócio que não trabalha, nunca passa no escritório e sempre recebe a sua parte, limpa e sem custo. Não passa por dificuldades nem sabe o que é crise. Na pior das hipóteses recebe no mínimo 25% do lucro bruto e se for “enganado” é o dono do sistema judicial. Nunca perde, vive em um ambiente perfeito, é um tubarão e recebe mesmo quando não cumpre seu papel. Qualquer benfeitoria pública feita por um empresário é devidamente taxada. O governo ainda detém todos os terrenos vazios e ocupados, no qual pode especular com licitações ou tomar com falta de pagamento do IPTU.

O empreendedor, o outro sócio, é um completo idiota. Precisa gastar o dinheiro que não tem, pagando juros estabelecidos pelo sócio esperto. Corre todos os riscos, recebe um décimo da receita e responde por todas as ações legais. A mídia que faz parte do status quo, transmite cada erro e sempre culpa o sócio errado. Mesmo sabendo que não precisa de um intermediário, é obrigado a sustentar um. Pergunte a Rockefeller e seus concorrentes se eles precisaram de autorização e dinheiro público para construir os EUA? O reinado vende esta ilusão há séculos. Cortaram a cabeça do rei na França, mas ele e a sua monarquia mudaram de nome: agora são nomeados presidente e congresso. A plebe continua cega, jogando um jogo que não criaram e do qual não sabe as regras.

 O empreendedorismo é algo natural ou pode ser desenvolvido? Isso é irrelevante. O que importa é que sempre nasceram homens especiais prontos para ocupar uma loja fechada no comércio. Usam da proatividade para transformar o ambiente ao seu redor. E precisam da liberdade do ato de não governar para criar negócios ilimitados e duradouros. Não existe esta história de setor estratégico ou área que precise de regulação. O capitalismo é um ser vivo que elege com meritocracia por tempo determinado “o homem predestinado que próspera na Terra”.
 Uma estatal é um monopólio em sua essência e tem como única intenção prejudicar seus clientes. Não está baseado no sistema livre, que tem como objetivo SERVIR. Pelo contrário, existe para enganar, pois nasce com uma função desnecessária. Não opta por meritocracia, mas contrata funcionários e um presidente incapaz, que tem como premissa a indicação política. É um terceiro braço do Estado, que serve para beneficiar interesses individuais e contratos que precisam aumentar a cada ano, para bancar a burocracia que naturalmente cresce. Um caminho sem volta, que só acaba com o fim do negócio ou com a contribuição infinita para tapar aquele buraco sem fundo, que sempre usa como desculpa o próprio capitalismo. Malditos ianques e FMI! Então me responda, qual é o sentido de criar uma empresa estatal se todas as empresas são por natureza estatais?